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sms

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nem era cedo, mas já era nove do mês doze. o corpo ainda moído, o cabelo desgrenhado, o lençol fininho, o grunido dos pombos em seus umbrais de liberdade, a avenida com seu frenesi de carros estupefatos de pressa.
meu peito exalou uma delicadeza de te ter por dentro.
a mensagem chegou, amor.

menina má ponto org

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eu menti, vinicius.

e você deve ter percebido, porque você muito me sabe, há tanto tempo estamos contidos um no outro, você me conhece. e essa apreensão de mim perpassa por toda a ingenuidade dos anos incríveis da década de noventa onde nossa maior agonia era a separação momentânea por entres os bairros da cidade que é feita de fortaleza quando sentávamos embaixo da tamarineira e sofríamos de uma nostalgia pelo futuro – sempre – incerto.

ah, vinicius, foi bom te ver, viu?! entre as prateleiras de dvds infantis e o pacote da meia-calça preta comprada para seduzir-me nas noites de verão. entre um gole e outro do cappuccino pequeno e te perceber do mesmo jeito, as suas alianças recém-compradas, sua energia de quem planeja vida nova e plena.

ah, vinícius. eu não poderia ter dito que não, que nada ia tão bem pra mim e que ainda assim eu estava buscando essa mesma energia sua.

mas o que te revelo agora, vinicius, é que mesmo sendo uma reclamona de marca maior, tendo a incrível capacidade de enxergar os maiores desastres nas coisas mais pequeninas, com essa cara de menina boazinha ponto com e essência de menina má ponto org; mesmo que quando em vez me auto-sabote pela vida, ainda assim eu me acho no processo da evolução. e é muito bom sabermo-nos, sentirmo-nos apreendidos um ao outro.

o futuro já chegou, vinicius. e o som dos bandolins ainda replica pela pele.

[não peço desculpas pela mentira, vinicius.]

camarão ao alho e óleo

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nunca quis tanto te beijar como naquele dia.
ainda na mesa, me confessou ter comido camarão ao alho e óleo. tive a maior raiva do mundo, depois aflição e desespero.
oito e meia da noite, a carona na esquina da sua rua, as entradas, o show mais esperado do ano e eu só estava feliz em plenitude porque eu ia com você. estava com você. perfume no pescoço e uma ansiedade por sua boca, pelo cheiro amadeirado do seu suor, pelo toque das suas mãos.
me concentrei na música. me despedia de sentimentos e me preparava para te receber. as próprias canções já te inseriam em meus afetos e anseios.
um ano e seis meses depois, almoçando sozinha no shopping, paralisada olhando o festival do camarão ao alho e óleo, um senhor de óculos que abusava das saladas e churrascos pergunta se não posso dar mais um passo a frente, já que a fila andou.
entendi tudo.
[mas não há como negar: nunca quis tanto te beijar como naquele dia]

a pele dos apaixonados clama presença

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é o último dia do mês onze. a trinta e oito minutos iniciamos um dia que ainda não findei. espirro graças à brisa que rodopia pela sala tão vazia de móveis e encontros. anexado num e-mail sucinto percorrem os fios da modernidade as propostas bonitas que enviei e que me eram o nó preso na garganta. uma metodologia de bonitezas na cabeça e no meu coração pairam ofegantes questões que seguem sem escorrer por entre os anéis.
está tudo calmo lá fora, mesmo com o incêndio na leonardo mota, amanhã não termos mais internet, a tosse dela no quarto ao lado e o menino tão fofo que morreu por conta da overdose.
o teclar de letras, códigos e frases num sistema de compreensão lógica: tenho sede.
o rasgar de papéis noite adentro alardeando planos desfeitos e desejos não saciados: tenho fome.
a pele dos apaixonados clama presença.
minha pele está emudecendo.

pulsações atemporais

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esperemos o tempo.
e quando notarmos ele chegar bem perto e passar roçando em nossas canelas ou ser bem audacioso e nos tocar a pele (ó!), saibamos (e agradeçamos!) que nada poderemos fazer para impedi-lo de seguir seu caminho. nada poderemos fazer para fazê-lo retornar..com o tempo só se caminha ao lado, sem sem apossar.
só segue,
sossegue.
esse tempo é de delicadeza.

água fervente num pé de roseira

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quando não se ama mais, não se pode fazer esforço pra amar
(…)
a tela do conversador amarelando no monitor de sabe lá quantas polegadas. as digitais dos dedos, os epitélios e cílios de um corpo padecido em paixão, simplesmente murchou, assim, vupt, como se tivessem me jogado uma verdade já sabida. como se tivesse jogado água fervente num pé de roseira florida.

periquito australiano azulzinho

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no meio da manhã três letras a vibrar/piscar/tocar no celular e eu atendo, coração na mão, uma brevíssima oração silenciosa olhando o ir e vir das ondas marítimas:
- você não vem mais me visitar?!
- vou hoje mesmo.
- pode me trazer sorvete de creme ou um capuccino gelado?! traga escondido.
- sorvete de creme?!
- é. e venha cedo.

a menina que tem mil borboletas no estômago cria outra pele num ritmo lento e delicado. e continua a mesma atrevida-dramática. no pé de jambo um periquito australiano azulzinho brinca com o vento da barra do ceará enquanto no windows média player toca elephant gun e meu coração sorri mais acalmado.

a paixão irresoluta

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eu não sei, repetiu. e naquele mesmo desespero levou as mãos aos cabelos, num emaranhado de fios pretos e finos em cachos caídos sobre os ombros. eu só sei o que consigo sentir, é fato, repetiu.

é que você me falando assim, desatenta e desligada, foi como um golpe certeiro: foi uma data tão importante pra mim, e eu senti muito você não ter se lembrado. aliás, foram nossos últimos dias enamorados, eu não esqueço nunca! e sei que você tem suas limitações, que é sua forma, que esses detalhes escapam à você, mas me doeu e reagi daquela forma.

minha reação foi de um conglomerado de coisas que já tenho até vergonha de relembrar: já não basta me sentir uma ridícula em continuar aprisionada a uma paixão irresoluta; já não me basta me sentir tão incapacitada de dar um passo adiante; já não me basta em não me bastar e ainda assim não abrir todas as minhas portas e janelas para receber o novo, qualquer coisa de nova que venha se achegar porque essa paixão ocupa todos os meus espaços, todos os meus pensamentos, todos os meus planos, toda minha existência?!

mas eu sei: não precisava ter fechado a porta, me desculpe. portas e janelas deverão estar sempre abertas pra sorte entrar!

alguém toca um saxofone

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alguém toca um saxofone no meu prédio. são onze horas da manhã e eu já estou cansada de já ter saído e ter voltado para casa. tenho uma proposta bonita e delicada para elaborar e apresentar ao meu trabalho. o meu trabalho é a coisa mais linda desse mundo inteiro e eu me orgulho e me completo de alegria quando uso meu uniforme amarelinho de cuca. minha vizinha da frente – do do signo de virgem, porque lava e pendura as meias brancas numa sincronicidade que só a exigência dos virginianos pode conceber – disse que é um ensaio. ensaio é a vida, eu penso. e acho a canção bonita e que a vida é no valendo, como diz a fernanda. haja fôlego e haja sincronicidade para o apertar de botões. será que ele ou ela pensam em alguém para entoar essa canção?!
são onze e vinte da manhã e a música ecoa pelo condomínio da samuel uchoa inteiro. venta muito e a pequena cachorra branca dorme à soleira da porta. ela sempre está à espera de algo que não posso oferecer além da minha atenção. penso ser ela o motivo mais honesto de estarmos aqui, juntas, sob um mesmo teto. é por ela que estaamos aqui, dividindo contas, planos, cervejas e alguns sonhos. emano carinho enquanto nunca vou conseguir saber se quem toca o saxofone está desafinando ou não. chega muito perfeita essa canção de quem se esforça, de quem aprende a respirar para poder fazer melhor qualquer outra coisa nessa vida.
onze e meia e preciso ir almoçar na casa de minha mãe, que não é mais a minha casa, porque aqui é onde decidi e quero morar.

um carinho estendido por anos

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passou o abuso. e dei risadas e mais risadas das coisas todas mundanas.
- o mundo é bonito, né Anna K?!
- é demais!

e havia um céu sem tanta luminosidade, mas ainda sempre lindo. entre o rio e o mar, entre os pilares de sustentação da ponte, entre a juventude que se espalha e se apossa de uma ideia, no meio dos desvão dos pensamentos, das irremediações recentes do meu drama pessoal, ela diz:
- tem que me deixar ser livre, Anna K, ninguém pode ter posse sobre o outro, não!
- é..eu sei, tô aí nesse aprendizado.
e dirigia afobada enquanto a filha já saíra das aulas do turno da manhã.
avenida leste-oeste, trânsito emaranhado, ligações telefônicas sem final feliz, descobertas sonoras, aluguel pago, um carinho estendido por anos a fios e sms convidando jericoacoara no ano vindouro: é, a vida é muito bonita, menina!

e onde sou só desejo queres não

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às vezes me querem demais, outras vezes nem me percebem.
nem me assusto tanto.

*frase de ‘o quereres’, caetano veloso

se você vem comigo eu não choro mais

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você me dá prazer, você me dá cartaz (é tudo o que eu preciso!). ontem, fagner finalizou o show com minha canção preferida (do repertório dele). e a noite nublada teve gosto de infância e de uma sensação inexplicável de que tudo poderá mesmo se encaixar em suas gavetas transparentes.
suada, com os cabelos despenteados no rosto, de mochila nas costas e all star quase branco nos pés a vivenciar um momento de quem não tem mais nada pra dizer sobre o carrossel de coisas todas que andam me chegando. eu tenho que me bastar, me alertaram. eu bem sei dos passos individualizados e da solidão desse viver quase sempre tão muito iluminado de ideias. e houve o momento da explosão de todos os sons, a vontade do choro, a nostalgia dos primeiros encontros com aquela menina que celebra dicunforça seus aniversários e enxerga primeiro a cor das almas das pessoas às suas características físicas. e entoando o mantra ‘amanhã tudo pode acontecer, hoje a nossa vida é pequena, amanhã tudo pode anoitecer: se você vem comigo eu não choro mais!’ de verdade lancei a energia boa, toda a minha energia boa ao mundo: meu coração saberá mudar o necessário para ir além.

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nem tudo chega inteiro ao visível*. e nesses dias de caleidoscópio, ora coloridos, ora acinzentados, me despedaço sem me despedir dos apegos e afagos desmedidos que habitam meu peito. não sei dizer como me sinto, mas não é nada de tão bom e nem de tão mal: vivencio.

*cândido rolim

no tauá…

tauá, no sertão dos inhamuns

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são três dias, agora. tauá é uma cidade muito, muito, muito quente, mas estou feliz aqui. estou a trabalho mas adormeço e amanheço agradecendo por cada gota de suor despreendida de meu corpo. trabalhar fazendo o que se gosta e estar com quem se ama é coisa deveras sagrada.

foram seis horas e meia num ônibus da princesa dos inhamuns – inhamuns quer dizer terra do diabo, e isso me deixou um pouco assustada. – e cá estamos nós nessa lan house bem ao estilo das do benfica.

como não poderia deixar de ser (ai, mamãe, sou frágil!): adoeci. minha garganta dói, estou no amoxicilina 500mg, mel do cajueiro com própolis e xarope antitosse. mas não resolve muito: eu fico tossindo um milhão de vezes e me falta o ar durante a fala, na oficina.

tenho uma monitora, dessa vez. não poderia haver melhor: completa minhas frases, estimula os mais desavisados e ‘preguiçosos’, não derrubou nadinha no chão, enche minha garrafinha com água e tem um ar de delicadeza todo o tempo. além de ser uma ótima companheira na panelada do almoço no mercado central, no quiosque da salete.

tenho sentido saudade de casa, sim. e dos meus e de minhas plantas. minha cabeça tem rodopiado muitas coisas e me sinto outra vez naquela corrente marítima que me carrega para ondas férteis.

não consigo pensar em muitas coisas, com esse mormaço todo. meu nariz sangrou umas três vezes por conta da baixa umidade do ar. mamãe me ligou. pessoas do meu ex-trabalho também.e meu peito continua batendo, feliz e descompassado, sem saber o que fazer com tanto amor!

repito: trabalhar fazendo o que se gosta e estar com quem se ama é coisa deveras sagrada.

depois de tanta dança

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no antebraço esquerdo, desenhada em um azul metálico, uma sagaz borboleta pousa em minhas percepções. depois de tanta dança, de tanto, tanto tempo, chegou uma nova estação. e o não amanhecer de alguém que mal foi dormir, embriagada de uma felicidade santa e inocente a imaginar como se fosse realmente previsível nos aproximarmos e nos beijarmos. e ser um beijo demorado, molhado, de saudade e desejo e abraço de aconchego de quem já conhece aquele corpo, aquele gosto, aquele sexo, aquele cheiro, a textura dos fios de cabelos, o espaldar das mãos nas costas, na nuca, as mordidas no pescoço, nos lábios, na barriga.
que seja doce seu cheiro, pedi em silêncio.

pedreiro, o rei do baralho

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é um jogo, ele me definiu. são onze cartas e você o tempo todo escolhe o que descarta e a que horas você pega/troca outra carta. desse mesmo jeito é a vida, ele sentenciou enquanto apagava o cigarro no tronco frondoso do pé de jambo em frente à casa da mamãe.

as velhas formas

meu tempo-rei

tempo-rei, ó tempo-rei, ó tempo-rei
transformai as velhas formas do viver
ensinai, ó pai, o que eu ainda não sei

(gilberto gil)

MANHÃ
em quinze minutos começará a primeira oficina de fanzine do cuca. estou com medo, é claro. mas, ao contrário do que me diz e me encanta elephant gun, minhas armas para deter o animal de grande porte não serão bélicas. mesmo com todas as armas de um mar inteiro, não darei conta, é fato. o animal de grande porte só será atingido se ele se deixar abater.

inserida nesse monte de salas sem paredes me questiono qual será o resultado. eu não sei, mas tenho um plano: essa terá de ser seguramente o melhor encontro do planeta. trago comigo algumas estratégias no bolso e tenho um oceano atlântico inteiro a me testemunhar, sublime, que não posso morrer na praia.

o convite é para nadar em mar aberto. estamos num navio, mas não somos marinheiros de primeira viagem. (mesmo as sensações todas sendo sempre como se fosse a primeira vez. e é.)

TARDE
é quase a hora de um outro encontro. não será apenas mais um encontro, repito. é outra coisa, dessa vez com mais experiência. na tentativa eterna de não repetir os mesmos percalços do outro. um monitor me comunica que já há alguns alunos em sala de aula. tudo está pronto. amarrei o cabelo e vou esquecer a dor de cabeça, porque lá fora o mar está agitado, mas um barquinho desliza suavemente no que chamo de existência.

(…)

quase cinco da tarde. há maresia por todas as praias que em mim habitam. nessa tarde, fomos quatro. todas interessadas em qualquer outra coisa que lhes trouxessem novidades. uma vinda do interior – a busca das oportunidades, a outra – calada e quieta, observando a movimentação e minha fala calma e tranqüila. a outra que quer ser atriz fazia cara de admiração e espanto a cada página lida do zine.

tudo era novo. a dor de cabeça apertou um pouco, mas a fala foi tranqüila. falar das linguagens, do tempo, do que nos chega de forma nova e nos é recebido de muito bom grado. percepções que precisam se alocar em nós.

visitas afetuosas e sempre um mundo de descobertas. propostas interventivas e uma pergunta, quase no finalzinho do encontro, ‘para quê a gente vai fazer isso mesmo?” e a outra logo responde: ‘por que agora chegou a nossa vez da gente falar das coisas que a gente quer!’. bingo.

preciso repensar em uma metodologia para quando a turma for em um número reduzido. preciso desacelerar as coisas e deixar que tudo faça sentido de uma forma mais lógica. pensei em elaborar um manual ilustrativo, lúdico e didático sobre zines.

não vai mudar

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seu coração não vai mudar, ela disse. e eu sorri meio tímida, meio sem jeito, sem saber se era elogio, se era coisa bonita, se era apontamento de dedo pra me dizer que eu tinha uma falha eternamente irreparável. foi inevitável, constatei: meu coração não vai mudar.
meu coração não vai mudar, eu disse. e ela mordeu forte o cantinho da unha da mão esquerda que há tempos ela não roía, tinha feito promessa para nossa senhora dos corações aflitos. ela me olhou com os olhos mais afirmativos e pretos da certeza mais silenciosa que nos sabemos: nada mudará em nós, nem coração, nem tempo, nem pele, nem planos.

dezesseis graus

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faz frio aqui. e por dentro, por baixo dessa luvas vermelhas, lateja algo inominável.
estou oscilando entre a inquietude e a segurança. os mesmos olhos pretos me olham e me cuidam. sinto falta de algo que não ouso nominar.
faz frio aqui, mas meu coração reina num encantamento do ninho.

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